Você continuaria essa leitura?

Grandes riquezas na vida ele ja acumulava. Mas dentre elas, mesmo com sua idade reduzida, suas lembranças eram as que mais tinham valor!

O seu dia nunca foi fácil, mas por isso recebia de Deus alguns goles a mais de força, destreza, vitalidade e sorte!

Mesmo com todo esse esplendor de maneira única conseguiu perder seu brilho!  Mas não falamos do brilho dado a um talher ou a botina de um soldado, mas sim o brilho interior, o sol que alimenta nosso corpo!

Das dadivas dadas a ele, poucas ele soube usar!

Das glórias alcançadas, poucas são lembradas!

Daquele vigor juvenil, nada restou!

Dias voaram, meses passaram e anos depois ele ainda estava lá.

Mesmo sem a fama e a coragem, mas ainda com a esperança de que gotas de suor ainda lhe correriam o rosto.

Nada foi feito para seu enaltecer soberano, mas ainda sim com um dos joelhos no chão conseguiu se levantar, limpou o pó que acumulara nos seus ombros, fixou um ponto  no horizonte e começou a caminhada…

Assim termina a história de um rei salteador e o inicio da jornada de um andarilho pela busca de um novo horizonte.

(Contos de um tempo distante.)

Alan G. Chicarelli

SEM FIM!

TALVEZ nossa vida seja uma rua muito ingrime e curta.

TALVEZ nossa vida seja uma rua muito suja

TALVEZ nossa vida seja uma rua sem fim

TALVEZ encontrarei um jardim

TALVEZ encontrarei um garoto jogando bola no quintal

TALVEZ descobrirei um cruzamento no final

TALVEZ! TALvez! talvez .  .  .

Alan Gomes Chicarelli

Sz …

The Heehaw of the Cloudiness Muse

Tão belo és no seu começo …
Que nada a ela pode ser comparada …
Tão forte és no seu começo …
Que na manhã seguinte já está dobrada …
Tão magico és no seu começo …
Que no olhar seguinte você ja a ve como uma namorada …

Duas batidas deram o coração …
Você abre os olhos …
E ela ja esta crescida, bela, forte e mágica como a rosa que ela é …

Tão querido foi o seu esperar …
E no momento do despertar …
O botão caiu … caiu … caiu …
E nunca ele viu a rosa desabrochar …

Alan Gomes Chicarelli

A seta, –>

O futuro impróprio aos que do amanha estimam a propriedade da incerteza, para que caminhos sejam traçados ou desviados, novas rotas seguidas e por final, novas sepulturas erguidas.

Da sua incapacidade, fez a luz

Do teu ódio, fez a dor

Espaçamentos, vãos, vazios

Tudo tão fétido quando as palavras que habitam entre eles.

Não é um haver da necessidade

Mas uma causa do esperar

De uma silaba tiramos mais do que em uma frase

De uma expressão tiramos mais do que em uma silaba

.

.

.

.

E de um vazio aprendemos mais sobre a vida!

Alan G. Chicarelli

Sussurros…

Da colina, de tudo via, mas para ele só aquilo não bastava, precisava ir ali, tocar, sentir.

Mas tinha medo, sempre viveu ali no alto, era comodo, nunca passara por apuros, só existia a tranquilidade.

Foi então que, um dia, após acordar de mais um de seus sonhos um passarinho pousou em seu joelho.

O passarinho, intrigado estava pelo fato de todos os dias ver o menino ali sentado no mesmo lugar. Perguntou então porque não descia.? Não brincava com as outras crianças? Não nadava no rio, nem corria pelos campos?

O garoto lhe respondeu que tinha medo de não saber nadar, não saber falar, tinha medo de cair ao tentar correr.

E sabe o que o passarinho lhe disse?

“-Quando nasci era pequeno, feio e infeliz, passei muito tempo naquele ninho; sempre dependendo dos outros. Até que chegou meu grande dia. Fui até a ponta do ninho, respirei fundo e bati as asas… mas… mas de encontro ao chão eu fui. Tive sorte: em um monte de folhas cai, e pouca dor eu sofri. Mesmo com dores na asa, tentei novamente e nas nuvens cheguei! Então não é porque um final não é feliz que quer dizer que não há algo especial a se ver ali.”

E naquele mesmo dia, o garoto engoliu muita água tentando nadar no rio, ralou o joelho correndo nos campos, tomou uma picada de abelha ao cheirar uma flor, mas voltou para seu lugar e dormiu, dormiu com um sorriso que nunca esteve naquele rosto.

Alan G. Chicarelli

Paglugluglu!!! Ò>

pagullulu? ou pagugluglu!?

é uma confusão

cada peixe-peru imita um som diferente.

Eles vieram do lago sagrado existente nas longínquas terras de eleladnub. Porém só existia um único mapa para chegar a elelanub e esse mapa se encontrava em um livro na biblioteca particular de José Montlin, mas vale ressaltar um fato importante.  José Montlin apareceu morto numa manha de janeiro, no seu laudo consta infarto cardíaco. Sua família sabe que sua morte não foi natural, pois somente um livro sumiu das estantes, sim ele mesmo o livro que conta a história dos peixes-peru! Eles procuram incansavelmente o assassino, eles já têm um suspeito. Kayan Vascondes, um colecionador de espécies raras que sempre tentou comprar o exemplar de Montlin.

Confira agora uma reportagem com o biólogo Alan Chicarelli que dedica sua vida ao estudo sobre os peixes-peru.

Laylla de Moraes – Bom dia Dr. Alan, o Senhor poderia relatar oque o que aconteceu com aquele jovem universitário, em férias, que se tornou um peixe peru em meio ao publico, que ficaram horrorizados com o fato! Há explicações sobre o caso senhor?

Alan Chicarelli – uma lenda era citada no livro “Para q o mundo continue existindo é preciso que exista um peixe peru no lago sagrado de eleladnub. Caso esse peixe- peru morra ou retirem ele do lago sagrado, uma desgraça será lançada sobre a terra, e os humanos começarão a virar peixe peru, até que o antigo peixe-peru ou um dos novos que surgem seja devolvido para o lago.”

Laylla de Moraes – Isso prova, pois além do jovem de bunda de fora, outros sete jovens foram atingidos pelo fenômeno do peixe peru, o fato de mostrar a bunda, é relevante?

Alan Chicarelli – Não, realmente é um dos sintomas, o primeiro jovem foi afetado rapidamente por ter uma mente diferente da dos demais, mas eh questão de tempo para os outros jovens estarem mostrando suas bundas para as pessoas.

Laylla de Moraes – o sintoma de mostrar a bunda, é natural, ou os atingidos, sentem um certo “ventinho na bunda” durante a mutação?

Alan Chicarelli – Uma boa pergunta, os cientistas descobriram recentemente com o primeiro caso de PP1BF1 ( Peixe-Peru1 Bunda de Fora1) que após a primeira descoberta da sensação de mostrar a bunda estarão propícios a cada vez mais se libertarem de suas vestimentas .

Laylla de Moraes – Isso é mutagênico? Se transformarão em peixes minimalistas e ficaram pelados, como vieram ao mundo?

Alan Chicarelli – Na verdade um exemplar de peixe-peru não tem nada a ver com um peixe misturado com peru,  esse nome foi dado pelo fato dos portadores da doença se identificarem muito com água  e começam a emitir um barulho semelhante a um peru.. -PAGLUGLUGLU

Laylla de Moraes – As únicas espécies de peixe peru, foram constatadas apenas no feriado de janeiro? Assim, serão únicas e extremamente únicas, não afetando pessoas ao redor?

Alan Chicarelli – Uma outra maneira de se tornar um peixe-peru, sem ser a maneira da lenda, consiste em um rital demorado, dolorido de inicio, mas prazeroso no final.

Laylla de Moraes – AHHHHHHHHHHHHHHHHH, nooooossa, :-O

Alan Chicarelli – o rital consiste em andar em um veiculo paranormal, nele muitas coisas aconteceram, você sentira medo, muito medo mas por final chegará a um imenso pote de açai com leite em pó e leite condensado.

E você, também quer se tornar um peixe-peru? – PaGluGluGlu .. ops!